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Postado dia 15/09/2026
13:49

Avança liberação da pesca esportiva do dourado no Rio Uruguai

Pesca dourado Imagem ilustrativa

Estudo técnico busca embasar regulamentação do pesque e solte no lado brasileiro, prática já autorizada na margem Argentina

A verba para realização de um estudo técnico sobre a população de dourados no Rio Uruguai foi confirmada pelo prefeito de Porto Lucena, Iury Zabolotsky. Em entrevista ao programa Ponto e Contraponto, da Rádio Noroeste, o gestor explicou que os recursos foram definidos em audiência com a Casa Civil, em Porto Alegre. A pesquisa científica é a etapa exigida pelos órgãos ambientais para embasar a regulamentação da pesca esportiva no lado brasileiro do rio.

O levantamento será feito pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) para quantificar a população e realizar o sequenciamento genético da espécie. O custo total terá R$ 100 mil de emenda parlamentar do deputado Aloísio Classmann e R$ 104 mil pagos pelo Governo do Estado. A expectativa é que o trabalho seja executado no período de seis a oito meses após a assinatura do convênio.

Segundo Zabolotsky, a mobilização busca resolver uma contradição de regras nas águas compartilhadas da fronteira. O Rio Uruguai divide o Brasil e a Argentina. Na margem argentina, a pesca esportiva na modalidade de pesque e solte é permitida e regulamentada por taxas e licença ambiental. No lado brasileiro do mesmo rio, a atividade é proibida por decreto estadual de 2014, norma que veda inclusive o transporte de equipamentos de pesca específicos dentro dos barcos, sob risco de apreensão.

Pesca dourado

A origem da restrição

A restrição em vigor no Rio Grande do Sul teve como base estudos sobre futuras barragens hidrelétricas que poderiam bloquear a desova dos peixes nas corredeiras. Como essas usinas nunca foram construídas, os municípios argumentam que a proibição perdeu a sustentação técnica e deve dar lugar à pesca esportiva regulamentada em ambas as margens.

O prefeito destacou na entrevista que a proibição atual provoca a fuga de pescadores para a Argentina, onde eles contratam serviços e deixam receitas.

A pesca esportiva como fomento ao turismo

A liberação da pesca e soltura tem como objetivo o fortalecimento do turismo regional. Conforme dados da Associação dos Municípios da Fronteira Noroeste (AMUFRON), a atividade atrai visitantes e movimenta os setores de hotelaria, pousadas, casas de temporada, cabanas, gastronomia e comércio. O fluxo de pescadores esportivos também demanda serviços de transporte e guias de pesca, gerando empregos e renda para as comunidades locais.

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